StreamsEventsMedia
Streams
HumorDataNewsSignals
CryptoEducationGEOGlossaryPlatform updatesProduct GuidesPsychology
LearningRegulation and safetyCalculatorsTradingMarkets
Trading StrategiesBonuses and promotionsTrading platformsReviews
Risk warning:

Investing in financial products involves risks. Past performance does not guarantee future returns, and values may fluctuate due to market conditions and changes in underlying assets. Any forecasts or illustrations are for reference only and are not guarantees. This website does not constitute an invitation or recommendation to invest. Before investing, seek advice from financial, legal, and tax professionals, and assess whether the product suits your goals, risk tolerance, and circumstances. This website does not provide service to residents of the EEA countries, USA, Israel, UK, Philippines, Japan and Brazil.

Risk Disclosure
Copyright ©2026 Pocket Option
tipos de trading

Tipos de trading e de traders: fundamentos para iniciantes

Quase tudo que separa um estilo do outro cabe numa pergunta só: quanto tempo a posição fica aberta. Dali saem o número de operações, o custo, as horas de tela e até o tipo de erro que você vai cometer. Abaixo, os quatro estilos principais e para quem cada um costuma servir.

Bearish
30 de setembro de 2026

Written by Albert Robertson

Reviewed by Carolina Silva

LSE-educated trader with hands-on experience in stocks and crypto, covering education, strategies, and market terminolog

Reviewed by Carolina Silva
30 de setembro de 2026

O que são tipos de trading e tipos de traders

Os tipos de trading se separam pelo horizonte de tempo, ou seja, por quanto dura uma operação de quando abre até quando fecha. Segundos, horas, semanas, anos. Essa variável sozinha puxa quase todas as outras atrás dela.

Já os tipos de traders se separam por outra coisa: por como a decisão sai e em que condições a pessoa opera. Dá para fazer swing trade no olho e dá para fazer o mesmo swing trade com um sistema que executa regra fixa. Mesmo estilo, ofício completamente outro.

Vale manter as duas classificações separadas, porque nas conversas elas vivem misturadas. Estilo é quando. Perfil é como. Quem tem isso claro perde menos tempo depois, principalmente quando alguém recomenda um método sem dizer para qual horizonte ele foi pensado.

Tem ainda uma terceira camada, menos citada: o mercado em si. O mesmo estilo não se comporta igual em câmbio, em ações e em cripto. Muda horário, muda liquidez conforme a hora, muda o que custa entrar. Quem faz swing em índice e quem faz em cripto dividem a etiqueta e pouco mais, porque um descansa no fim de semana e o outro não descansa nunca.

Um aviso que vale para o artigo inteiro. Nenhum desses caminhos é mais fácil, mais seguro ou mais rentável que os outros. Cada um empurra o problema para um canto diferente, e em todos dá para perder dinheiro.

Scalping: operações ultracurtas

O scalping abre e fecha em segundos ou em poucos minutos, atrás de um pedaço mínimo do movimento, e repete a tentativa dezenas de vezes por dia. É a versão mais comprimida do trading de curto prazo.

Custo é o problema central aqui. Cada entrada paga spread, às vezes comissão junto, e com quarenta operações no dia isso deixa de ser detalhe. Spread de dois pips contra um alvo de quatro quer dizer metade gasta antes de o preço andar um milímetro a seu favor. Tem uma comparação bem feita entre scalping e day trade que desenvolve justamente esse ponto.

Pede velocidade de execução, conexão estável e uma concentração que nem todo mundo segura por duas horas seguidas. Cansa de um jeito esquisito. E sequência de perda, que é normal em qualquer método, chega aqui muito mais seguida pela razão simples de que tem muito mais operação.

Day trade: operações no mesmo dia

trading de curto prazo

O day trade também fecha tudo antes de o pregão acabar, só que deixa a operação correr minutos ou horas em vez de segundos. Menos operação, alvo maior, e o custo pesa bem menos em proporção.

A vantagem mais citada é não dormir com posição aberta, então o que acontece de madrugada não te alcança. Em troca, você precisa estar disponível no horário de mercado, o que já corta a compatibilidade com boa parte dos empregos.

Se apoia quase sempre em gráfico e em nível, e bem menos em balanço de empresa ou dado macro. Para ver as ferramentas concretas, esse apanhado de análise técnica no intradiário cobre os indicadores mais usados e para que serve cada um.

O erro clássico de quem começa não é técnico. É operar nos dias em que não tem nada para operar, porque ficar sentado na frente da tela cria a sensação de que é preciso fazer alguma coisa com ela.

Swing trade: operações de vários dias ou semanas

O swing trade segura a posição por dias, às vezes semanas, tentando pegar um trecho do movimento em vez do movimento inteiro. Você olha o gráfico uma ou duas vezes por dia e pronto.

Por isso combina com quem tem emprego. Não pede vigilância contínua, pede constância. A contrapartida é dormir com a posição aberta: o preço pode abrir na segunda bem longe de onde fechou na sexta. Esse buraco se chama gap, e não existe stop que evite, só tamanho de posição prudente.

Entram junto os custos de carregar a posição de um dia para o outro, cobrados todo dia em alguns instrumentos. Numa operação de três semanas isso acumula. Vale olhar as estratégias de swing trade e as falhas que mais se repetem nesse horizonte.

Paciência é o requisito de verdade. Uma operação de swing passa dez dias sem fazer nada de interessante, e a vontade de fechar por tédio é mais forte do que parece de fora.

Position trade: uma visão de longo prazo

O position trade trabalha em meses, às vezes anos. Gráfico de cinco minutos aqui não existe, olha-se o semanal, e a análise pende para o lado fundamental: juros, ciclo econômico, saúde de uma empresa, oferta e procura de uma commodity.

É o extremo contrário do scalping dentro dos diferentes tipos de trading. Pouquíssima operação por ano, custo de transação quase irrelevante, e em compensação muito peso do custo de financiamento quando se usa alavancagem por meses seguidos.

O trading de longo prazo tem uma dificuldade que ninguém antecipa direito: segurar uma posição perdedora por seis semanas sabendo que a sua análise pode estar certa e o mercado só estar demorando. Ou pode estar errada. De dentro, as duas coisas se parecem bastante, e não tem indicador que separe uma da outra.

Muda também de quanto em quanto tempo você recebe resposta sobre estar indo bem ou mal. Um scalper tem quarenta respostas por dia. Um position trader passa um trimestre inteiro sem saber se a tese funcionava ou se foi sorte. Aprender nesse ritmo é muito mais devagar, e boa parte da gente descobre isso tarde.

Não confunda com investir, mesmo que se sobreponham. Investir costuma ser comprar o ativo e segurar; o position trade opera também na baixa e usa derivativo, com o risco a mais que isso traz colado.

Outros tipos de trading

Um parêntese sobre alavancagem, que atravessa os quatro estilos de ponta a ponta. Ela não muda a direção do mercado, muda o tamanho do efeito. Em horizonte curto amplia o que sai de cada movimento pequeno; em horizonte longo amplia também o custo de carregar a posição mês após mês. Mesma ferramenta, dois problemas diferentes.

Fora da classificação por tempo existem outras formas de organizar o trabalho. Não competem com as anteriores, montam em cima delas:

  • Seguimento de tendência, que entra na direção do movimento já começado e engole muito sinal falso em troca de acertar os grandes.

  • Operação em range, que faz o contrário: compra embaixo e vende em cima enquanto o preço ficar entre dois níveis. Até parar de ficar.

  • Trading de notícia, em volta de divulgação econômica. Movimento tem, isso tem. Spread também, e alarga bem naquele minuto.

  • Arbitragem e operação de pares, mais de ambiente profissional, com custo baixo e execução automática.

  • E o trading algorítmico? Não é horizonte de tempo, é forma de executar. Monta em cima de qualquer um dos estilos de cima.

Escolher um não é compromisso vitalício, embora trocar a cada duas semanas também não leve a lugar nenhum. Plano escrito ajuda mais que intuição nisso, e esse modelo de plano de trading serve para fixar regra antes de precisar dela.

Diferentes tipos de traders

diferentes tipos de traders

Agora o outro eixo, o do como. Os diferentes tipos de traders se distinguem principalmente por de onde sai a decisão e pelas condições em que se opera.

  • O trader discricionário decide caso a caso, lendo o contexto. Flexível, e exposto ao humor do dia.

  • O sistemático segue regra posta antes e executa sem discutir, esteja se sentindo bem ou mal. Tira emoção e tira junto a capacidade de adaptação quando o mercado muda de caráter.

  • Meio período ou tempo integral, o que não é detalhe pequeno: condiciona direto quais horizontes são viáveis.

  • Varejo ou institucional. Custo, ferramenta e acesso à informação não se parecem nem um pouco entre os dois.

  • Por instrumento: câmbio, ações, índices, commodities, criptomoedas. Cada mercado tem horário, liquidez e mania própria.

A maior parte das pessoas termina num meio-termo. Regra fixa para o que importa, que é tamanho e risco, e algum critério próprio para o resto. Funciona razoavelmente bem enquanto as regras de risco não forem mexidas.

Tem ainda um componente que não aparece em classificação nenhuma e decide bastante: o quanto você aguenta estar errado em público, mesmo que o público seja você. Quem precisa ter razão todo dia acaba em horizonte curto, onde o mercado responde rápido. Quem suporta incerteza por semanas mantém mais porta aberta.

Como comparar diferentes tipos de trading

Quatro perguntas já descartam metade das opções. Quantas horas você consegue ficar disponível e em qual faixa do dia. O quanto te incomoda ter posição aberta enquanto dorme. Quantas decisões seguidas você aguenta sem que a qualidade caia. E qual o tamanho da conta, porque em horizonte curto o custo fixo devora conta pequena.

Sobre tamanho de conta, um ponto que fica de fora quase sempre. Em horizonte curto o custo por operação é fixo e o alvo é pequeno, então conta pequena já começa em desvantagem de fábrica. Em horizonte longo acontece o contrário: o custo se dilui, só que é preciso margem para aguentar oscilação de semanas sem que nada dispare. Nenhuma das duas coisas impede de começar. Só é bom saber contra o que se está jogando.

Estilo

Duração típica

Tempo de tela

O que pesa mais

Scalping

Segundos a minutos

Sessões intensas e seguidas

Custo de transação e velocidade

Day trade

Minutos a horas

Horário de mercado

Disciplina e análise técnica

Swing trade

Dias a semanas

Uma ou duas olhadas por dia

Risco de gap e paciência

Position trade

Meses a anos

Revisão semanal

Análise fundamental e financiamento

Os intervalos são a olho, ninguém registrou essas etiquetas. O que vale mesmo é testar cada abordagem numa conta demo com fundos virtuais por algumas semanas antes de decidir, porque a sensação de operar um estilo não se parece nada com ler sobre ele.

Uma observação prática sobre horário, já que quase ninguém menciona. Quem está no Brasil e opera ativo de fora encontra as janelas de maior movimento em faixas que nem sempre combinam com a rotina, e isso sozinho já derruba alguns estilos antes de qualquer teste.

Teste cada estilo com fundos virtuais

Descubra qual deles você aguenta.

Abrir conta demo

Conclusão

Volte à posição de swing que passa dez dias parada. Para uma pessoa isso é tranquilidade, para outra é tortura diária, e as duas estão olhando o mesmo gráfico. É ali que quase tudo se decide, muito mais do que na escolha do indicador.

O horizonte que você consegue sustentar sem quebrar as próprias regras é o seu, mesmo que no papel pareça menos atraente que outro. Teste na demo, anote o que acontece e fique com aquele que menos te obriga a brigar com você mesmo. Perder dinheiro é possível em todos, sem exceção.

Disclaimer: Operar envolve risco elevado de perda de capital e pode não ser adequado para todos os perfis. Os resultados não são garantidos em nenhum estilo de operação.

See more:Education

Content